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Sou um PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA e apaixonado pelo que faço... respeito, amo e faço do melhor pra esta área de tantos leques de ação ser um ambiente de intervenção pedagógica e ao mesmo tempo de prazer!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Exercícios físicos simples beneficiam o cérebro de idosos


Exercícios físicos podem ser tão bons para o cérebro quanto são para o corpo de idosos, afirma estudo divulgado no jornal norte-americano HealthDay.


A pesquisa realizada com mulheres canadenses com mais de 65 anos revelou que aquelas que praticam exercícios aeróbicos regulares tiveram a contagem das funções cognitivas 10% mais alta do que as que não fizeram nenhuma atividade.
As mulheres ativas também tiveram pressão arterial mais baixa (no descanso e durante o exercício) e melhores respostas no cérebro, sugerindo que quanto melhor for o fluxo de sangue, melhor será a capacidade de pensar, segundo o estudo.

"Ser sedentário é hoje considerado um fator de risco para derrame e demência",
afirma o autor do estudo, Marc Poulin, professor da Faculdade de Medicina da
Universidade de Calgary, no Canadá.
Segundo ele, o estudo prova pela primeira vez que pessoas que estão em forma oferece melhor fluxo de sangue para o cérebro, o que melhora as capacidades cognitivas.
"A mensagem que deve ficar desse estudo é que exercícios básicos --algo simples, comosair para caminhar todos os dias, por exemplo-- é fundamental para manter a saúde mental ao longo dos anos", finaliza Poulin.


Folha Online

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Escalada e Montanhismo, são esportes?


Balé é esporte ? E a escalada ? E o montanhismo ? O artigo tenta levar o leitor a refletir sobre estas e outras questões.


Você até pode achar que o título desse ensaio não tem relação com o montanhismo ou com a escalada, mas a pergunta é muito pertinente pois ela nos leva a refletir sobre o quê, afinal de contas, é “esporte” ?

Uma definição rápida para esporte poderia ser algo como “são atividades
competitivas realizadas pelo esforço físico e habilidades de uma certa pessoa ou
grupo”.
Então a natação, a corrida, o atletismo, o vôlei, o basquete e o futebol são esportes ! E até mesmo atividades que não exigem um esforço físico também são esportes, como por exemplo, o xadrez (que exige uma considerável habilidade mental). O cerne de todas essas atividades é o caráter competitivo que elas podem assumir.
Ao jogar futebol, montam-se os times, cujo objetivo é um grupo vencer ao outro. Os esportes coletivos são sempre assim : um grupo tentando vencer o outro grupo. O mesmo aplica-se aos esportes individuais : tênis, golfe, bocha, arco e flecha...
E o balé ? O balé não parece ser um esporte... tudo bem que para ser um bom bailarino é necessário treinar o corpo durante anos, com considerável esforço físico, mas não vemos competições de balé ou torneios onde se escolhem “o melhor bailarino”. O balé é dança, movimento, expressão corporal, emoção... e para aprender balé com certeza você não irá procurar um professor de educação física e sim um bailarino com anos de prática !
Escolhi o balé como exemplo pois o montanhismo e a escalada não são muito diferentes do balé.
O contato com a natureza, a contemplação de um nascer do sol ou de um riacho formado pela água que desce das montanhas, a satisfação de finalmente conseguir fazer aquela via de escalada a tanto tempo desejada... e apesar de muitas vezes nesse processo estar envolvida uma considerável atividade física, falta ao montanhismo uma característica comum aos esportes, que é a sua natureza competitiva.
Mas o leitor pode me questionar e dizer : Espere aí... Esporte não é só competição ! Ele pode ser praticado sem esse caráter de vencer a outros, ele pode ser lúdico ou simplesmente recreativo !
O esporte pode ser uma atividade física para simples diversão ! E isso
certamente é verdade : o dicionário Huaiss define esporte da seguinte
forma " atividade física regular, com fins de recreação e/ou de manutenção do
condicionamento corporal e da saúde”.
Escrevo este texto pois quero chamar a atenção para a grande distância que separa a escalada esportiva ou competitiva , com suas regras, campeonatos e títulos de “melhor do mundo” das demais vertentes do montanhismo. Quero mostrar que o montanhismo está para a escalada esportiva assim como o balé está para a ginástica olímpica. Há uma grande diferença entre os propósitos e as características dos participantes... A escalada esportiva (ou indoor) surgiu no final da década de 60, sendo que a maioria dos textos diz que surgiu na Europa para que o pessoal pudesse manter-se em atividade durante o inverno, quando não era possível escalar as rochas e montanhas. A escalada esportiva evoluiu e hoje temos campeonatos regionais, estaduais, nacionais, continentais e mundiais ! Com regras claras e muito bem definidas !
Voltemos ao “esporte”. O montanhismo é esporte ? e a escalada de “big wall” é esporte ? Escalada tradicional é esporte ?
Não existem campeonatos ou torneios de montanhismo. A preocupação de quem escala uma via complexa em artificial A3 não é a de ser melhor ou mais rápido do que outro, e sim em escalar com segurança.Embora o montanhismo e todas as suas vertentes de escalada (esportiva, tradicional, big wall, velocidade, alpina, alta montanha, etc...) possam ser encaradas como sendo atividades esportivas, incomoda-me querer transformar a essência do montanhismo em algo capitalizável, com conceitos do tipo “ganhador” ou “vencedor”.
Certamente faz parte de nossa sociedade ocidental e do caráter midiático que estamos inseridos querer definir “quem é o mais, o melhor, o maior”... e tenta-se aplicar esse tipo de raciocínio para tudo ! Dessa forma surgem filmes como “a montanha assassina” e títulos como “o maior escalador do mundo”.
É fácil deixar-se conduzir por esse tipo de sedução. Recentemente surgiu o conceito de “esportes da natureza”, e pasme : no Brasil os “esportes da natureza” estão sob a alçada do Ministério do Turismo (e não do Ministério do Esporte), em outras palavras... para o público não especializado, a descida de cachoeiras, o rapel, a tirolesa, a caminhada, as corridas de aventura, o montanhismo e a escalada são todos “esportes da natureza”, “esportes radicais”. É a nossa natureza capitalista de inserir toda atividade em um contexto de lucro ou competição.
Surgiram “parques de aventura” e é cada vez mais fácil encontrar lugares com uma lanchonete, um muro de escalada, uma travessia do tipo “falsa baiana” e uma tirolesa para divertir a criançada...
O montanhismo possui um órgão máximo internacional conhecido como UIAA - União Internacional das Associações Alpinas, ou para o nosso bom português, simplesmente “União Internacional das Associações de Montanha”. As nossas federações estaduais vinculam-se à esta UIAA.
Já a parte competitiva do montanhismo vincula-se à outra entidade, no estado de São Paulo, por exemplo, temos a APEE – Associação Paulista de Escalada Esportiva.
O ponto importante é que tanto a escalada esportiva, com o seu escalador mais determinado a ganhar um campeonato, quanto o mais esotérico montanhista que caminha pelo Himalaia, ambos estão fazendo, de certa forma, Montanhismo !
A APEE vincula-se à FEMESP (Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo), e esta certamente apóia as atividades da APEE. Ambas partilham dos propósitos da UIAA, entretanto, as formas de conduzir ou partilhar a relação com a montanha podem ser diferentes... Enquanto um preocupa-se com o aspecto competitivo da escalada, para o outro, isso não possui relevância.


Acredito que tanto o montanhismo quanto a escalada esportiva possuem uma
profunda natureza cooperativa, onde é necessário confiança no escalador que lhe
dá segurança, onde durante uma caminhada de aproximação ao cume de uma montanha,
partilham-se e divide-se a carga entre os participantes... O mais forte leva um
pouco do peso da mochila do mais fraco, ao invés de preocupar-se em “chegar
primeiro”... Existem exceções ? Certamente. E quero crer que elas
são pontuais e não corriqueiras.


Escalada é esporte, mas não apenas isso... Escalada é arte, é expressão corporal, é estilo, é diversão e porque não... pode ser também competição !
E dados os conceitos de esporte e arte, e colocando a escalada em cada uma delas a que conclusão chegamos ? Sinceramente, nenhuma. A escalada pode ser considerada um esporte e também uma forma de arte, mas o montanhismo sempre é, e sempre será montanhismo, sem precisar ser encaixado em alguma definição, sendo apenas praticado e vivido.

Por Davi Marski, Alta Montanha.com.br.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

MEDITAÇÃO X DIETAS


Relaxar é mais eficaz que dieta para emagrecer, sugere estudo!


Relaxar pode ser uma forma mais eficaz de perder peso do que fazer dieta, sugeriu um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia.
A pesquisa acompanhou por dois anos o progresso de 225 mulheres com o peso acima da média e obesas que, divididas em três grupos, participaram de programas diferentes que incluíam meditação e visualização positiva; exercício físico e nutrição e folhetos com informações nutricionais.
Cada programa tinha a duração de dez semanas. O primeiro grupo foi o que teve mais sucesso na perda de peso - uma média de 2,5 quilos.
"Nós descobrimos que a intervenção mais bem sucedida envolveu o intenso treinamento em técnicas de relaxamento ao mesmo tempo em que equipamos as mulheres para reconhecerem e evitarem estresse que leva (uma pessoa) a comer", disse a co-autora da pesquisa, Caroline Horwath, do Departamento de Nutrição Humana.
Longo prazo
Horwath disse que o fato de os programas "terem sucesso em impedir o aumento do peso por 12 meses é um resultado muito positivo".
A pesquisa mostrou que a abordagem dietética tradicional de restringir tanto calorias quanto tipos de alimento traz poucos resultados em se conseguir a perda de peso no longo prazo, afirmou Horwath.
"Dentro de cinco anos, várias pessoas em dieta recuperaram o peso que perderam e acabam mais pesadas do que quando começaram. Elas também tendem a desenvolver atitudes muito insalubres em relação a comida e perdem sua habilidade natural para reconhecer quando estão com fome ou saciadas."
A abordagem sem dieta se concentra em melhorar o estilo de vida para reforçar a saúde independentemente da perda de peso, disse a pesquisadora.
"Todos os três tipos de intervenção no estudo encorajaram mulheres a se libertarem de dietas crônicas e a fazerem mudanças sustentáveis no seu estilo de vida. Isto incluiu prestar atenção na sensação de fome e saciedade, ao invés de se concentrar na perda de peso."
"Nós fornecemos ferramentas para ajudá-las a lidar com pensamentos, emoções e atitudes para encorajá-las a recuperar o prazer de comer como uma atividade natural ligada à fome ao invés de ao estresse."
O programa, adaptado de um desenvolvido pela Harvard Mind-Body Medical Institute, mostrou uma melhoria significativa na redução de sintomas psicológicos como ansiedade e depressão e sintomas médicos como dor, fadiga e insônia, concluiu Horwath.
O estudo foi divulgado no American Journal of Health Promotion.


21/01/2009 - 07h49 ( GAZETAONLINE.COM.BR )

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

CORRIDAS E CAMINHADAS


Corrida e Caminhada fazem a diferença no mundo corporativo


Empresas apostam em atividades físicas para elevar a auto-estima, reduzir turn over e melhorar a qualidade de vida dos funcionários.


A prática de atividades físicas, como corrida e caminhada, ajuda a controlar a pressão arterial, regula os níveis de colesterol, contribui para a perda de peso e previne diversas doenças, como a osteoporose. A novidade é que as empresas estão descobrindo que o bem-estar físico e mental oferecidos por estas atividades tem refletido no ambiente de trabalho. Integração de funcionários, aumento de produtividade e redução das faltas são alguns dos resultados obtidos por empresas que incentivam a prática. De acordo com dados do Ministério da Saúde, os programas de bem-estar oferecidos pelas instituições podem aumentar a produtividade dos funcionários em 5% e reduzir em 15% as faltas ao trabalho.
O corretor Vicente Nardelli sempre arranjava um motivo para adiar a promessa de começar a praticar caminhadas. Foi quando recebeu viu a divulgação da Lar Imóveis, empresa para a qual faz parceria de vendas, divulgando que estaria disponibilizando um programa de treinamento assistido de corridas e caminhadas. “Era o incentivo que eu precisava. Não pensei duas vezes e me inscrevi. Atualmente, praticamos corrida e caminhada em parques e praças da cidade durante uma hora e meia, três vezes por semana”, conta Nardelli.
Em setembro de 2008, a imobiliária firmou parceria com a Guana Center Assessoria Esportiva – especializada na assessoria planejada de corrida e caminhada – para treinar os funcionários e parceiros interessados nos benefícios do esporte. “O objetivo é melhorar a qualidade de vida, o rendimento e a motivação da equipe no trabalho através do esporte”, afirma Luiz Antônio Rodrigues, diretor da Lar Imóveis. Praticante de atividades como a caminhada, cavalgada e natação Rodrigues crê nos benefícios do esporte. “Acredito que o esporte faz bem ao corpo e à alma”, relata.
Paulo Santos, educador físico e personal trainer da Guana Center, ressalta a importância do esporte e do acompanhamento profissional. “Qualquer exercício físico deve ser realizado com a orientação de um especialista e após uma avaliação médica. Cada pessoa tem seu próprio ritmo e necessita de programas específicos”, explica Santos. Segundo ele, para cada aluno é montada uma planilha de acordo com o perfil e os objetivos individuais e cada cliente é orientado sobre a melhor forma de praticar os exercícios.
Para Nardelli, a prática das atividades trouxe diversas vantagens. “Aprendi a cuidar da saúde física e mental. Além da melhora do meu condicionamento físico, me sinto mais motivado e disposto para enfrentar a jornada diária de trabalho. Apertar um botão a mais do cinto também é muito bom, melhora a auto-estima”, detalha.
A parceria entre a Lar Imóveis e a Guana trainning já resultou, também, no projeto Blitz da Saúde, que consiste em oferecer treinamento, gratuito e periódico, em corrida e caminhada para a população. Durante a ação, professores de educação física e profissionais de saúde orientam o público sobre boas práticas de exercícios físicos e alongamentos, aferem pressão arterial e avaliam a massa corporal. A próxima “Blitz da Saúde Lar Imóveis” acontece no dia 02 de novembro, no Parque Ecológico Promotor Francisco José Lins do Rêgo, na Pampulha.
Determinada em proporcionar mais qualidade de vida, saúde e bem-estar para seus funcionários, a SulAmérica Seguros e Previdência possui o projeto “Atletas SulAmérica”. Na sucursal de Belo Horizonte o projeto foi lançado em setembro e já atende cerca de 20 funcionários .
“Maior integração, perda de peso, diminuição do estresse e melhoria da qualidade de vida, esses são alguns dos benefícios que o Atletas SulAmérica pode trazer para os funcionários”, explica superintendente de Recursos Humanos, Eliana Marino. O programa foi implantado no Rio de Janeiro, em 2005, e em São Paulo, em 2006, e contava com 220 funcionários inscritos.
Com a implantação nas novas praças (Belo Horizonte, Brasília e Recife) o projeto ganhou mais 80 vagas, passando para 300 o número de participantes.
Os treinamentos de corridas são feitos sob a coordenação de professores
de educação física e o programa abrange desde aprendizagem motora até exercícios
educativos, focados na correção da técnica
.


Revista Fator

MEDITAÇÃO X DÉFICE DE ATENÇÃO & HIPERATIVIDADE.


Meditação é eficaz contra défice de atenção e hiperatividade



Meditação transcendental
A técnica de meditação transcendental pode se transformar em uma forma segura e eficaz para o tratamento da síndrome de défice de atenção entre estudantes.
Segundo uma pesquisa publicada no jornal científico Current Issues in Education, a meditação transcendental, uma prática inspirada nas tradições religiosas orientais, pode ser mais eficaz do que os tratamentos baseados em medicamentos.


Transtorno do Défice de Atenção e Hiperatividade
O estudo foi feito com estudantes do ensino médio nos Estados Unidos, todos diagnosticados com Transtorno do Défice de Atenção e Hiperatividade, ou ADHD na sigla em inglês (Attention-deficit hyperactivity disorder).
Depois de três meses, nos quais os estudantes praticaram a meditação duas vezes por dia na escola, os pesquisadores registraram uma redução de 50% no estresse e na ansiedade e melhoria nas avaliações dos sintomas da hiperatividade.
"O efeito foi muito maior do que esperávamos," afirma Sarina J. Grosswald, da Universidade George Washington. "As crianças também apresentaram melhoras na atenção, na memória funcional, na organização e no controle do comportamento."


Visão dos professores
O estudo também entrevistou os professores dos alunos que participaram das sessões de meditação transcendental. Os professores relataram uma maior facilidade para dar as aulas, a transmissão de um maior volume de informações e afirmaram que os estudantes estavam aprendendo mais porque se apresentavam menos ansiosos e menos estressados.
Estudos anteriores demonstraram que crianças com transtorno do défice de atenção e hiperatividade apresentam um desenvolvimento cerebral mais lento e uma capacidade reduzida para lidar com o estresse. "O estresse interfere com a capacidade de aprendizado - é como se ele desativasse o cérebro," explica William Stixrud, outro participante da pesquisa.


Medicamentos contra a hiperatividade
Remédios contra a hiperatividade são muito eficazes para algumas crianças, mas não produzem praticamente nenhum efeito em outras. Há situações em que os medicamentos chegam a piorar os sintomas de algumas crianças. Doses maiores não fazem efeito ou trazem efeitos colaterais sérios, que incluem problemas no crescimento e problemas cardíacos.
Os pesquisadores escolheram a meditação transcendental porque ela tem se comprovado eficiente em inúmeros outros estudos com adultos. E como ela não exige grande treinamento, ou altos índices de concentração e controle da mente, a meditação transcendental está se mostrando valiosa também para aplicação em crianças, mesmo naquelas que se apresentam as mais dispersas de todas.

Diário da Saúde - do site Portal da Educação Física.

NOVIDADE NAS ACADEMIAS!











FIGURA 1 - Swing com bola
De pé, com os joelhos flexionados, erga a bola da altura dos joelhos até o alto da cabeça, ao mesmo tempo que estende os joelhos e eleva os calcanhares. O exercício ativa o corpo inteiro com sobrecarga (a medicine ball pesa 4 quilos), como acontece nos jogos com bola.
FIGURA 2 - Ziguezague na escada
Com pequenos passos, desloque-se o mais rápido possível para dentro e para fora da escada horizontal, mudando sempre de “degrau”. O exercício desenvolve agilidade e equilíbrio dinâmico, muito exigidos nos esportes de areia. “A maior parte das lesões nesses esportes acontece nas paradas bruscas”, diz D’ Elia.

FIGURA 3 - Remada em três apoios
Apoie uma das mãos e os dedos dos pés no chão, de barriga para baixo e com as pernas estendidas. A outra mão segura o elástico, preso a um ponto próximo ao chão. Puxe o elástico em direção ao ombro da mesma mão. O exercício fortalece braços e ombros, trabalhando o core, que é recrutado na corrida, no ciclismo e na natação.

FIGURA 4 - Cortador elástico
De pé, segure com as duas mãos um elástico fixado a um ponto próximo ao chão e ao lado do corpo. Puxe-o em direção à cabeça e estenda os braços para o lado oposto, girando os pés e o tronco. É preciso firmar a musculatura do abdome, do quadril e das coxas (core). Desenvolve o equilíbrio necessário para jogos como frescobol ou futebol de areia.

FIGURA 5 - Três apoios na bola
Apoie um joelho e as duas mãos na bola, com os braços estendidos, e estenda a outra perna à altura do quadril. Fique na posição por alguns segundos. O exercício trabalha o equilíbrio estático e a consciência das várias partes do corpo, necessários no surfe e no bodyboarding.
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Reportagem do site Globo.com

A GINÁSTICA DO DESEQUILÍBRIO


Vindo das clínicas de reabilitação e dos esportes de alto nível, o treinamento funcional ganha espaço nobre nas academias. Saiba para que ele serve!


De pé, apoie-se sobre um pé só e flexione a outra perna para trás. Agache sem pôr o outro pé no chão e trate de não perder o equilíbrio. Estenda a perna de base novamente e repita o movimento dez vezes. Se achar fácil, experimente fazer o mesmo segurando entre as mãos uma bola que pese pelo menos 5 quilos. Pronto. Além de fortalecer as pernas, você está tornando seu corpo mais apto a se movimentar com equilíbrio e firmeza, seja na vida diária pura e simples, seja na prática de esportes. Essa é a proposta do treinamento funcional, um conjunto de técnicas de exercícios que faz sucesso nos Estados Unidos e agora dá sinais de que será o próximo filão das academias brasileiras.
O treinamento funcional tem duas características principais. Uma delas é a instabilidade. Plataformas que balançam e almofadas infláveis substituem o chão firme para obrigar o corpo a procurar um jeito de se equilibrar na instabilidade. Esses estímulos alcançam uma musculatura de sustentação, menos visível e mais próxima aos ossos, que não é trabalhada nos exercícios que focam apenas os músculos aparentes.
É por causa da ativação dessa musculatura (chamada de profunda ou sutil) que os entusiastas do treinamento funcional dizem que ele torna qualquer movimento mais fácil. Essas posturas fortalecem o chamado core, um conjunto de músculos que sustentam o esqueleto na região do abdome, do quadril e das coxas, também priorizado pelo Pilates. A instabilidade também pode vir dos acessórios e das máquinas funcionais, que diferem dos aparelhos da ginástica e da musculação tradicionais por exigir que várias partes do corpo trabalhem ao mesmo tempo e em direções variadas.
A outra característica essencial do método é a especificidade. Ele é usado para preparar o corpo para a prática de diferentes modalidades esportivas, com movimentos parecidos com os do próprio esporte. Um jogador de tênis pode incluir no treinamento movimentos iguais aos de suas jogadas, incluindo os giros de joelhos e tronco, em vez de apenas fortalecer cada grupo muscular isoladamente.
As academias estão investindo na novidade de formas diversas. A paulistana Bio Ritmo está instalando em todas as unidades da rede um maquinário que dividirá o espaço com os equipamentos tradicionais da musculação. São aparelhos com polias que giram em todas as direções e sistemas mais articulados que permitem uma variedade maior de movimentos. A Bio Ritmo diz que o aluno não pagará nada mais por isso. A Competition tem, há quatro meses, uma sala exclusiva para exercícios desse tipo, em grupo, usada apenas por quem compra o serviço adicional. A Body Systems, franqueadora neozelandesa de aulas padronizadas, lançou no fim do ano passado o Core 360o, um programa de capacitação em treinamento funcional para profissionais de educação física baseado no uso de acessórios leves e relativamente baratos, como bolas, elásticos e cordas. Mas será que esses exercícios são bons para todo mundo? Na visão de Eduardo Netto, da carioca A! Body Tech, quem mais se beneficia deles são os atletas e as pessoas com alguma limitação motora, como os idosos, que precisam de um preparo extra para subir escadas ou se abaixar com facilidade. Patrícia Lobato, da Cia Athletica, diz que lá o treinamento funcional é proposto como complemento ao tradicional. “Ele ensina o corpo a pedir ajuda aos músculos menores, e isso torna qualquer movimento mais fácil”, afirma. Luciano D’ Elia, um dos maiores responsáveis pela disseminação do método em São Paulo, diz que quem faz apenas musculação e alongamento está com a musculatura forte e alongada, mas não necessariamente tem agilidade e habilidade para saltar, rebater ou derrapar na areia numa partida de frescobol. A promessa do treinamento funcional é que ele torne o corpo todo mais preparado para desafios como esses.
Nem todo mundo está tão confiante nessas promessas. Carlos Ugrinowitsch, professor da Escola de Educação Física e Esporte da USP e ph.D. pela Brigham Young University, dos Estados Unidos, é um dos céticos. Ele trabalha numa universidade americana e lá observa que o mercado trata o treinamento funcional como santo milagroso. “Não é isso tudo”, diz ele. Há na literatura evidência de que a instabilidade ajuda na recuperação de lesões, mas não há evidência de que ela sirva para prevenir as lesões, como tem sido apregoado. “Essa área ainda é muito empírica. Estamos no começo dos estudos”, diz Ugrinowitsch.
Reportagem do site Globo.com

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